quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Right here waiting for you #8

Capítulo 8:

Entrei pelas traseiras, vesti-me e maquilhei-me como é hábito.
Estava à espera que a Anne e o Jack acabassem o seu show conjunto quando a Silvy me chamou.
-Sim?-perguntei eu.Já não se encontrava sóbria.
-O David disse-me que tens um ricaço babado por ti.
-Ricaço?
-Sim.Até já te manda flores!
-Primeiro, não está babado por mim. Segundo, não te metas na minha vida!Eu também não me meto na tua.-disse eu.
-Não tenho a tua sorte.-disse ela.
Virei costas e entrei no palco.
Deparei-me com ele mais o amigo de cabelo comprido numa mesa do canto.
Levantou o copo na minha direcção.
Encostei-me ao odioso varão. Dei o meu show, recebi as gorjetas e saí para os bastidores.
Seus olhos não largaram os meus olhos durante aquele tempo todo.
David entrou atrás de mim.
-Veste-te!Chamaram-te!
-Para quê?
-Para que achas?
E saiu.
Vesti uma saia preta curta e um top com lantejoulas prateadas. Retoquei a maquilhagem. E fui até ao balcão onde o David se encontrava.
Ele colocou o braço à volta da minha cintura e encaminhou-me para a mesa do canto.A mesa do Tom.
Sorriu-me.
-Olá!-saudou-me.-Senta-te.
Sentei-me.
-Danças muito bem.- disse o amigo.
-Obrigado.
-O Georg vai ter com a namorada daqui a pouco tempo.-disse tom.
-Ah.
-Gostas-te da flôr?-perguntou.
"Claro que sim!É a minha flôr favorita!", pensei eu.
-Sim-encolhi os ombros.-Era bonita.
-Ainda bem.Ontem tive uns problemas com o meu irmão.Não pude vir.
-Mas ele está bem?
-Sim.-encolheu os ombros.- Coisas de gémeos.
Gémeos.Por isso eram tão parecidos. Iguais até. Apesar do estilo de cada um.
-Meninos, vou ter de ir-anunciou o Georg levantando-se.-Prazer em conhecer-te, Luna. E tu puto, falamos amanhã-saiu.
-Finalmente a sós-disse Tom.
Sorri-lhe.
-Queres beber algo?-perguntou.
-Uma água-sabia que devia ter pedido algo mais caro.Eram as normas. Mas queria estar sóbria para esta conversa.
Pediu a água a uma das empregadas do bar, que foi demasiado simpática para ele. Mas ele nem notou. Se notou, era um excelente actor.
-Que idade tens?-perguntou.
-23.
-Eu tenho 20.-disse ele.
Sorri-lhe.
Chegou a minha água.
-Precisa de mais alguma coisa?-perguntou a empregada quase em cima do seu cólo.
-Não, obrigado.- disse ele.
Revirei os olhos.
-O que foi?-perguntou.
-A empregada. Não podia ser mais descarada.
-Reparas-te?-riu-se.-É sempre assim onde estou perto.Já nem ligo.
-Muito convencido.
Riu-se de novo.- Verás que é verdade no futuro.
-Futuro?
Desviou o olhar.
-Posso-te fazer uma pergunta?-perguntou ele.
-Depende.
-És muito inteligente, bonita, sipática, etc.Porquê este emprego?
Caí nos meus pensamentos.


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